Minha experiência no Reino Unido

Disclaimer: This post will not have an english version.

Oi pessoal!

Depois de muito tempo, não vou nem olhar exatamente quanto tempo para não ficar tão vergonhoso, resolvi fazer um novo post. Nesse post vou falar um pouco sobre como tem sido minha experiência aqui no Reino Unido, em Londres, como desenvolvedor de software, já que sei que muita gente tem vontade e/ou curiosidade de tentar esse mesmo caminho de ter a experiência de trabalhar em outro país.

Primeiro eu vou falar um pouco em como chegar aqui, no processo de imigração em si: o que precisa, como faz, etc etc etc. E depois eu vou falar como tem sido minha experiência do dia a dia de trabalho, quais minhas impressões sobre o mercado. Só estou aqui há 1 ano não é tanto tempo de experiência assim, reconheço. Mas já dá pra compartilhar as primeiras impressões.

Como conseguir emigrar para o U.K.?

Nem ia ser o foco desse post mas acabei resolvendo falar sobre isso porque sei que muita gente gosta de saber. Apesar de o Canadá parecer ser o destino da moda para os brasileiros há alguns anos, é possível sim conseguir visto para viver em outros países, como Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Bélgica, Alemanha e especificamente no caso que vou abordar, Reino Unido. Esses foram alguns dos lugares que eu tentei antes de acabar conseguindo vir parar aqui em Londres. Na maioria deles as regras são mais ou menos parecidas. Se sua intenção é só EUA eu pensaria duas vezes. Conseguir visto de trabalho lá é muito difícil. Então se você também não é uma estrela do futebol pensando em se aposentar, talvez seja bom reconsiderar essa opção.

Pois bem, existem basicamente 3 maneiras de conseguir direito de trabalhar legalmente no Reino Unido:

  1. Possuindo cidadania britânica (dã).
  2. Possuindo algum tipo de cidadania da União Europeia, como italiana ou portuguesa. Essa acredito ser a situação de imigração da maioria dos brasileiros que vivem aqui, mas em breve vai acabar já que o Reino Unido vai sair da União Europeia.
  3. Conseguir um visto de trabalho, meu caso.

Eu vou falar aqui principalmente sobre opção 3, visto de trabalho, pois é a minha e acredito ser a maneira mais incompreendida e que também se aplica a mais gente.

Algumas coisas que gostaria também de frisar antes de entrar nos detalhes do visto de trabalho:

– Rodrigo, e ilegal eu consigo alguma coisa?

Consegue sim, ser preso! Esse é um tópico recorrente em alguns forúms de brasileiros que vivem aqui no Reino Unido, e eu sempre dou a mesma opinião: achar que pode ser melhor viver aqui no Reino Unido ilegalmente como um fugitivo da justiça do que viver no Brasil só pode ser loucura. A não ser em um caso muito excepcional, tipo você foi jurado de morte por uma facção criminosa qualquer. E mesmo assim eu ainda pensaria duas vezes. Quem te dá esse conselho de vir pra cá pra ficar ilegal não é seu amigo!

– Mas e tem jeito de chegar, ficar ficando e depois conseguir “se legalizar”?

Infelizmente não. Essa possibilidade não existe. Todas as formas de conseguir um visto exigem inclusive que você esteja no país de origem. E se você correr o risco de ficar aqui ilegal, diga adeus. Você vai ficar na “lista amaldiçoada” e vai ter dificuldade pra entrar aqui novamente até como turista.

Só pra finalizar essas curiosidades gerais, tenham em mente também que o processo atual de imigração do Canadá é um pouco diferente: Lá você não recebe um visto de trabalho você é convidado a ter residência permanente, o que é melhor ainda. Mas o problema é que o processo do Canadá é bem mais caro e demorado. O meu visto de trabalho daqui do Reino Unido saiu em 20 dias depois que eu apliquei, no Canadá acredito que o processo todo deve levar no mínimo 6 meses na media. Na verdade diferentes províncias do Canadá tem regras diferentes, mas isso é o que me lembro na época que li sobre o Express Entry, que é o processo de imigração “default” de lá.

Por incrível que pareça, existem somente dois obstáculos pra quem é da área de TI conseguir visto de trabalho no Reino Unido (essas são as regras no momento da publicação desse post):

  • Fazer o IELTS e ter no mínimo média 5.
  • Conseguir alguém que queira te dar um emprego.

“Só” isso 🙂

A rigor, O Home Office, a “agência de imigração” daqui só exige que o trabalhador qualificado de TI tenha o teste de proficiência em inglês, o IELTS, com a média 5. O resto fica a critério de quem vai te empregar. Eles não falam em nenhuma outra exigência, nem mesmo se você precisa de nível superior! Claro que, como toda agência de imigração, sempre fica aquela coisa no ar de que eles podem negar seu visto por qualquer motivo, então qualquer pessoa sã que vai fazer a aplicação manda todos os documentos possíveis e imagináveis pra não ter erro.

Quem por curiosidade for ler no site as regras exatas, vai ver também que lá não fala nessa média 5 do IELTS. Eles usam uma menção, uma letra, e não um número. Não lembro exatamente aqui qual é a menção usada, mas lembro que a equivalência dessa menção é mais ou menos média 5. Quando você faz o IELTS você recebe um certificado com sua média em número (6, 7, 8, 10) e também essa menção da sua proficiência (A, AB, B, C).

O mais complicado ai na verdade é o que eu falei por último: conseguir alguém que queira realmente te empregar. É por isso que o processo pra requerer o visto na verdade tem que ser iniciado pelo empregador, não por você. Não adianta você aplicar o visto se você já não tiver o chamado “sponsor”, o patrocinador. A coisa é bem simples: A empresa dá a entrada e recebe um “ok” em uns 5 dias, e depois você mesmo que dá entrada e vai esperar ai mais ou menos uns 15 ou 20 dias. Quase tudo é online, pela internet mesmo. Você ainda precisa entretanto ir pessoalmente ao consulado em uma data agendada pra entregar os seus documentos, tirar foto, digitais e etc.

Como vocês viram as regras são bem simples. A maior dificuldade na minha opinião pra conseguir vir pra cá é que simplesmente as empresas não tem o interesse muito grande assim de “patrocinar” pessoas de fora. Porque óbvio, do ponto de vista da empresa, tem um risco envolvido muito maior: o processo tem que ser feito remotamente, o que não é ideal; a pessoa convidada tem um risco alto de não se adaptar, a mudança de país não é fácil; o candidato pode acabar sendo um doido (quem nunca teve aquele colega de trabalho doido que ninguém sabe como entrou?); etc etc etc. Além claro, das taxas. Não são taxas de outro mundo mas não deixa de ser custo, então é um problema a mais.

Conversando uma vez com meu ex chefe sobre isso, ele achava que a maioria das empresas não faz isso é muito mais por preguiça e total desconhecimento das regras, mesmo aqui sendo um mercado que falta gente (mesmo com todos os europeus que tem direito de trabalhar aqui, ainda falta).

E como afinal eu consegui? Bom, simplesmente dei sorte. Eu na verdade comecei a pesquisar na internet empresas grandes de todos aqueles países acima que contratavam gente de fora, principalmente no Linkedin, e uma hora foi. 6 meses depois que comecei a procurar dei a sorte de conseguir logo aqui em Londres, que era o lugar que eu queria mas achava o menos provável. Mas reconheço que é sim menos difícil conseguir pra lugares como Irlanda, Austrália ou até mesmo Alemanha. Na época que eu tava procurando vagas eu encontrava bem mais empresas nesses lugares interessadas em patrocinar visto para pessoas de fora.

Resumindo, minha dica pra quem quer tentar especificamente o Reino Unido: Faça logo o IELTS pra ficar com ele pronto, porque em algumas cidades como a minha, Brasília, pode demorar meses pra conseguir agendar, e comece a procurar vagas no Linkedin e mandar o CV (em ingles). Empresas como Amazon e Facebook vivem contratando gente de fora, por exemplo. E em tempo, independente da sua nota do IELTS quanto melhor seu inglês melhores obviamente serão suas chances de passar nos processos seletivos. Então sim, inglês é importante! Não precisa ser fluente, mas quanto melhor, melhor. Não adianta muita coisa conseguir atingir a nota mínima no IELTS depois de muito treinamento direcionado para o teste, mas ter um inglês sofrível. O teste aliás, é até bem difícil.

Algo que eu particularmente não fiz mas acho que pode ser uma estratégia, é tipo vir pra cá pra passar alguns meses fazendo curso de ingles por exemplo, com visto de estudante somente, e ficar mandando seu CV enquanto isso. Porque pelo menos você vai estar aqui pessoalmente para participar dos processos seletivos, o que já ajuda bastante. Mas sendo selecionado você teria que voltar ao Brasil para aplicar para o visto de trabalho. E não, não é possível trabalhar aqui com visto de curso de inglês (estudante universitário também tem restrições).

Pra quem quer tentar outros países que já comentei aqui, a dica é parecida: Olhe as vagas no Linkedin ou no site das próprias empresas e mande seu CV. As regras de imigração dos outros países que falei são bem parecidas com as daqui. Eu participei ao todo de uns 5 ou 6 processos. Uns 3 na Irlanda, dois na Nova Zelândia, um na Austrália, e por ai vai. Só consegue quem tenta. 🙂

Minhas impressões sobre o mercado

Afinal de contas, trabalhar como desenvolvedor java ou similares em Londres é tão diferente assim de trabalhar no Brasil? Tudo é maravilhoso, os códigos não tem erro, o café é infinito e o salário é milionário? Hmmm… Não é bem assim não.

Bem verdade que minha análise aqui é enviesada por dois motivos principais. Primeiro, minha carreira foi toda em Brasília que apesar de ser um bom mercado tem muitas peculiaridades. Em Brasília 90% (chute educado) do mercado se resume a ter o governo como cliente. Antigamente era basicamente outsourcing/terceirização, todo mundo trabalhava nos próprios órgãos da administração pública como se funcionários dela fossem. De 2010 pra cá a farra da terceirização de TI no setor público começou a acabar, e hoje o que tem mais é prestação de serviço, entrega de produto, por meio de “fábricas de software”. O governo não “compra” mais os empregados da empresa, e sim o produto, o software que elas desenvolvem. Trabalhar pro governo é uma coisa tão única que eu sinceramente precisaria da um outro post só pra explicar. Só quem já passou por isso é que entende. Eu, depois de praticamente 10 anos tendo tido a oportunidade de trabalhar com vários órgãos diferentes, posso resumir dizendo que é difícil você começar um projeto sendo otimista. Tudo na administração pública conspira para que as coisas dêem errado, e normalmente elas dão.

E em segundo lugar, estar aqui há somente um ano também não permite fazer uma análise tão assertiva quanto gostaria. Vai ficar pro futuro então um possível complemento desse post.

Imagino eu, que o mercado aqui de Londres seja mais parecido com o de São Paulo por exemplo. Onde existem mais empresas vivendo de desenvolver produtos, inovando de verdade. Quase que a antítese do mercado em Brasília, que de inovação não tem quase nada.

Pra alguém como eu que estava acostumado há anos a ver uma demanda grande para quem sabe JSF por exemplo, aqui em Londres pra minha felicidade nunca vi uma só vaga que pelo menos mencionasse JSF. Sendo sincero, acho que JSF é tão alheio aqui que nenhum recrutador sabe nem o que é. Já tive a impressão de ter comentado com um recrutador ou outro que sabia JSF, mas eles acharem que era somente uma sigla que eu tava inventando pra tentar engana-los. Como na maioria dos lugares onde as pessoas são sãs, a demanda maior é pra quem domina API’s client side puramente javascript, como AngularJS. Não é incomum você encontrar vagas na verdade que só exigem conhecimento nessa área, e o conhecimento de “back-end” pode ser qualquer coisa: PHP, Java, Scala, etc.

Tem muita vaga que exige conhecimento em java “back-end” sim, mas a maioria delas é mais voltada para Spring do que para Java EE puro. Nesse ponto eu não tenho um lado definido. Tem gente que acha o Spring maravilhoso só porque usou o Spring Boot e nunca tinha visto um servidor Jetty embutido em uma aplicação web, então pensa que só se faz aquilo com Spring Boot e é a salvação da humanidade. Eu gosto de Java EE puro também, apesar de reconhecer que ele é mais restrito que Spring e evolui bem mais devagar, mas já escolhi Java EE puro em muita coisa e não me arrependo. Aqui então, as coisas estão mais pro lado do Spring do que para o Java EE. E com as pessoas que tive oportunidade de conviver, acho que é muito mais cultural do que propriamente ter uma opinião formada de porque usar Spring ao invés de Java EE. Mas reconheço, em um mercado onde desenvolvedor um produto pra “rodar em qualquer lugar” é questão de sobrevivência, usar Spring é uma escolha muito mais lógica do que ficar preso a um servidor de aplicação Java EE.

Big Data também faz muito sucesso aqui. 9 em cada 10 vagas falam alguma coisa de MongoDB, Cassandra, Spark ou similares. Eu sempre me pergunto se tudo isso também não é só uma histeria coletiva: um começou a usar e todo mundo foi atrás. Não consigo dimensionar ainda, tendo uma visão mais conservadora, que todas as empresas aqui tem realmente a necessidade de usar esses tipos de datastore. A empresa mesmo onde eu trabalho usa, e eu sou bem cético se foi uma escolha acertada. Ainda acredito que 70% dos projetos são mais felizes com um banco de dados SQL tradicional. Depois que o PostgreSQL começou a permitir uso de JSON então…

E as metodologias? Essas não podem faltar. 15 em cada 10 anúncios de emprego falam em Agile. Apesar de acreditar que a adoção de Agile aqui é realmente maior que no Brasil (e definitivamente maior que em Brasília), também tenho convicção que os números são inflados simplesmente porque já faz parte da cultura do mercado. Anunciar uma vaga sem colocar que é preciso “saber agile” seria pecado. Mas eu por exemplo já fiz uma entrevista em uma empresa onde o pair programming era obrigatório. Sim, você me ouviu. As pessoas tinham que trabalhar em pares obrigatoriamente, todo dia! Me perdoem os que são fãs dessa estratégia, mas eu ainda não estou convencido, ainda mais quando não é expontâneo e todo dia.

Tentando sintetizar, não acho saudável você pensar em sair do Brasil pensando que só vai encontrar maravilhas, por que não vai. Tem código ruim, tem gente ruim, tem projeto com problema, tem gambiarra! Mas eu tenho sim convicção que em mercados mais dinâmicos como aqui as oportunidades boas aparecem com mais frequência. Há um número maior de empresas com cultura inovadora, gente pensando fora da caixa: mais folgas por ano, horários completamente flexíveis, oportunidade de trabalhar de casa regularmente, comida servida de graça durante todo o dia, e toda aquela cultura meio hippie que já ficou eternizada pelo google por exemplo. Não são a maioria das vagas que são assim, mas a proporção é bem maior.

Os salários pra área de TI aqui na Europa de maneira geral (ou podemos dizer no mundo?) também são bons sim. Não dá pra reclamar. Nunca vi estatística nem nada, mas arrisco com segurança que aqui em Londres pelo menos deve ser uma das carreiras com maior média salarial. Cuidado com aquele pensamento que aqui todo mundo é rico, não é isso que quero dizer. O caso específico de Londres tem a particularidade de ser uma cidade bem cara de morar, mas ainda assim compensa.

Por fim, também não é nada ruim trabalhar em um lugar onde você na maioria das vezes pode escolher um Macbook ao invés de receber da empresa somente a possibilidade de usar aquele desktop windows tijolão, não é mesmo?

Keep on rockin’ 🙂

8 thoughts on “Minha experiência no Reino Unido

  1. Olá Rodrigo,

    Confesso que nem sei como vim parar aqui (haha), estava navegando e parei aqui.
    Adorei o blog, você escreve muito bem, uma leitura bem agradável. Com certeza continuarei acompanhando.

    Sou desenvolvedor também e nunca saiu da minha mente tentar algo fora do Brasil, mas nunca coloquei a ideia para frente. Parabéns pela sua conquista.

    Aproveitando para tirar uma dúvida: As empresas ai consideram certificações um grande diferencial?

    Um abraço,

    Eduardo.

    • Oi Eduardo!

      Que bom que você gostou do blog 🙂 Ele anda meio parado porque depois dessa loucura de mudar de país acabei deixando ele de lado, mas pretendo voltar a tentar contribuir.

      Eu posso dizer que eu sempre fui que nem você. Sempre quis sair e nunca tinha colocado a ideia pra frente. Sempre achava que era muito difícil. Não que seja fácil, mas não é coisa de outro mundo. Tanto que aqui estou eu. Dificuldades sempre aparecem, você as vezes tem que abrir mão de algumas coisas pra ter o retorno lá na frente. Foi assim que eu pensei, e aqui estou. E acho que minha caminhada aqui ta só começando.. Tem muita coisa pela frente. Então, se prepare e coloque a idéia em prática 🙂

      Quantos as certificações, essa é uma pergunta bem interessante. Eu por exemplo tenho várias, é algo que comecei a investir desde que comecei a trabalhar com Java em 2005. Não me arrependo. Tenho convicção que estudar para as certificações contribuiu muito para o meu desenvolvimento profissional. Nunca vou esquecer que quando tirei a certificação de EJB eu nunca tinha trabalhado com EJB na vida (na época EJB 2.x ainda) mas pouco depois fui trabalhar em um projeto onde eles usavam exatamente EJB pra camada e negócio. O fato de ter estudado pra certificação anteriormente aliviou muito minha curva de aprendizado. Tudo que eu olhava no código eu lembrava: “Hmmm… Eu lembro de ter lido isso no livro. Vou olhar lá de novo”. E o mercado pelo menos em Brasília sempre foi bom para quem tinha certificações porque era um item recorrente em editais públicos. Então as empresas pra concorrer em editais precisavam ter profissionais certificados no seu quadro. Então além do conhecimento, que foi o mais importante, ainda ganhei também com isso.

      Contudo, pelo que tenho visto aqui elas tem menos relevância. Não é algo que dão tanta atenção quanto no Brasil, mas eu acho que ajuda. Enfim, eu não desistiria das certificações não, mesmo assim. É menos relevante mas ajuda.

      Eu burramente não comentei esse ponto no post, mas percebi também que aqui as entrevistas são bem mais voltada pra tópicos de ciência da computação em si, do que pra conhecimento sobre Java. Mesmo quando a vaga é especificamente para Java. Sempre tem perguntas sobre estruturas de dados, coisas de mais baixo nível. Uma vez me perguntaram em uma entrevista se eu sabia detalhes da implementação de uma LinkedList por exemplo. Não lembro nem de ter usado LinkedList pra nada na minha vida, e era só abrir o javadoc que eu seria capaz de saber.

      Pra mim isso é mais gente tentando imitar as entrevistas doidas do google do que de fato ser uma maneira eficiente de aferir conhecimento de candidatos. Seleção é algo bem difícil de fazer, eu já ajudei bastante em empresas que trabalhei e sei como é difícil você ser justo em mensurar o conhecimento dos candidatos, mas o triste é que a maioria das empresas, mesmo aqui, faz da pior maneira possível simplesmente porque não tão nem ai. E incluo nisso empresas grandes como Google, Facebook, Amazon e etc. Tenho conhecidos que trabalham no Google aqui que já me falaram que tem certeza que 90% dos funcionários não passariam no processo seletivo se participassem uma segunda vez.

      Enfim.. é isso. Abraço! 🙂

  2. Olá Rodrigo,

    Achei seu blog pelo GUJ, obrigado pelo seu feedback da sua experiência.

    Sou desenvolvedor JAVA também e nunca saiu da minha mente tentar algo fora do Brasil, tudo parece ser mais um sonho, mas lendo seu post fiquei inspirado.

    Só consegue quem tenta. 🙂

    Um grande abraço.

    Andre.

  3. Obrigado por repassar a experiencia…vc esta vivendo o sonhos de muitos de nós! Deus abençoe sua caminhadA 🙂

  4. Fala Rodrigo! Muito bom seu post, tirou muitas das minhas dúvidas.

    Tenho uma questão, se me permite pedir sua opinião:

    Estou pensando em fazer um ‘coding bootcamp’, por três meses, em Londres, no meio deste ano. Sou desenvolvedor front-end e tenho intimidade com javascript, react etc, mas quero fazer o bootcamp para formalizar (e fundamentar) estes conhecimentos, bem como para fazer a mesma estratégia que você citou (a de ir estudar e participar de processos seletivos), só que o meu inglês já é bom, por isso também o coding bootcamp.

    Gostaria de saber se há chances reais de ser contratado após terminar este curso intensivo, mesmo sem ter muita experiência formal aqui no Brasil.

    Outra: A situação do meu visto pode ser resolvida por alguém com procuração minha aqui do Brasil, enquanto estou por aí?

    Obrigado desde já, abraços!

    • Oi Jordan!

      Então, a chance sempre existe. Eu não arriscaria dizer que é fácil, mas existir existe. Chegando aqui, no primeiro dia, já se cadastra nos sites de emprego e olha vagas no linkedIn. Depois que seu cadastro cai nos recrutadores, você vai receber ligação todo dia. Por isso que eu também recomendaria você deixar bem claro no seu CV que você precisa de “sponsorship” senão você vai passar o dia atendendo ligação a toa. Outra dica é fazer um cadastro no hackerrank.com e treinar bastante os testes lá.. Por algum motivo que eu particularmente custo a entender, muitas empresas usam esses testes (deve ser pra copiar Google, Amazon e etc). E também pode até ser que você faça algum networking no seu bootcamp que ajude a conseguir algo.

      Quanto ao “visto por procuração”, pode esquecer. Você vai ter que ir pessoalmente a SP ou Brasília em uma data agendada por você pra deixar seus documentos, tirar foto e recolher digitais. E de qualquer maneira, você teria que sair do UK e entrar novamente com seu novo visto. Não dá pra você ficar aqui direto com visto de turista 🙂

      Abraço e boa sorte!

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s